quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Estrabismo

Estrabismo é uma condição comum entre crianças, que afeta cerca de 4% da população, mas que também pode ocorrer mais tarde durante a vida. Ele ocorre igualmente em pessoas do sexo masculino e feminino. Nas instituições para cegos e clínicas de visão subnormal as estatísticas demonstram que 70% dos pacientes não seriam cegos, se tivessem sido tratados precocemente. Essa estatística se reveste de grande importância social, quando consideramos que esses cegos poderiam ser pessoas com visão normal se tivessem sido examinadas no início de suas vidas.O Diagnóstico precoce da deficiência visual é essencial, porque no primeiro ano de vida é que as funções visuais básicas se estabelecem ativando as funções visuais cerebrais.
O Estrabismo tem por definição a falta de paralelismo de ambos os olhos,ou seja,quando um olho fixa um objeto e o outro não acompanha,levando ao cérebro duas imagens distintas provenientes uma de cada olho.Quando isto ocorre em adultos a pessoa terá a sensação de enxergar duas imagens distintas,fenômeno conhecido como diplopia. Em crianças abaixo de 6 anos de idade acontece um mecanismo chamado de supressão.Para proteger a criança da confusão das duas imagens o cérebro "desliga" o olho desviado.Se esse fenômeno da supressão persiste durante muito tempo ele gera uma diminuição permanente e muitas vezes irrecuperável da visão que damos o nome de ambliopia.
Tipos de Estrabismos mais comuns:
 
Convergente:Desvio dos olhos para dentro(medial)
 
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Divergente:Desvio dos olhos para fora(temporal)
 
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Há ainda os estrabismos verticais e oblíquos que podem se associar aos convergentes e divergentes.

Tratamento

A primeira linha de tratamento consiste em reestabelecer a visão que muitas vezes se apresenta diminuída em crianças.O tratamento de oclusão do olho de melhor visão para estimular o olho desviado ainda é classicamente utilizado.Em muitos casos o estrabismo é associado a erros de refração (miopia ,astigmatismo e hipermetropia) que devem ser corrigidos com óculos ou lentes de contato associados ou não à terapia de oclusão.Em alguns casos este tratamento resolve o estrabismo.Quando isso não acontecer indica-se cirurgia. Como os movimentos oculares dependem da atividade conjunta dos 12 músculos(6 para cada olho) o tratamento na grande maioria das vezes é cirúrgico. Através da regulagem de força destes músculos se consegue um alinhamento eficiente. A cirurgia de estrabismo é feita em caráter ambulatorial.Com a evolução das novas técnicas cirúrgicas tais como as suturas reajustáveis e o uso da toxina botulínica cada vez mais se logra sucesso pós operatório.
Por fim,toda a criança com suspeita de estrabismo,por menor que seja,ou com história familiar de estrabismo,deve ser avaliada o quanto antes para impedir o desenvolvimento da ambliopia.Naqueles pacientes que apresentam estrabismo em idade mais avançada também o resultado cirúrgico pode ser promissor,não existindo limite de idade para a correção cirúrgica.

Descolamento de Retina

O Descolamento de Retina é uma doença grave com comprometimento importante da visão e de tratamento essencialmente cirúrgico. A Retina é um tecido bem fino e delicado que fica localizado na parte mais interna do olho. Ela é responsável pela captação da luz e transmissão da imagem até o nervo óptico. Quando a retina se solta ou se desprende das outras estruturas do olho ocorre o que chamamos de Descolamento da Retina.
 
Causas do Descolamento de Retina
 
O Descolamento de Retina pode acontecer sem nenhum fator desencadeante mas normalmente é possível identificar algum fator de risco que tenha levado a essa doença:
  • Trauma Ocular: Os traumatismo de olho ou de rosto (ex: soco, queda, acidente de carro) podem causar um Descolamento de Retina. Todo paciente que tenha sofrido algum tipo de trauma na região do rosto ou da cabeça precisa fazer um exame de fundo de olho para investigar algum risco de ter um descolamento de retina
  • Alta Miopia: Os pacientes com graus médios ou altos de miopia (maior do que 3 ou 4 graus) são pacientes com maior risco de descolamento de retina e por isso devem realizar exames de fundo de olho (mapeamento de retina) pelo menos 1 vez ao ano
  • Diabetes: As alterações oculares decorrentes da diabetes podem levar a um tipo de descolamento de retina, chamado Descolamento de Retina Tracional.
  • Tumores Oculares: Os tumores oculares são bastante raros mas quando ocorrem podem causar descolamento de retina
Sintomas do Descolamento de Retina
 
Quando o descolamento de retina começa a aparecer o paciente pode notar pequenos pontos pretos flutuantes na visão chamados de "moscas volantes". Junto também pode ocorrer "flashes de luz", como se fossem relâmpagos, chamados fotopsia. A presença desses dois sintomas (moscas volantes + fotopsia), principalmente quando surgem de forma subita, é um sinal de alerta e o oftalmologista deve ser procurado o mais rápido possível.
Quando o descolamento de retina já ocorreu, a pessoa nota diminuição do campo de visão (uma mancha escura grande tampando toda a visão ou só uma parte dela). Essa mancha escura pode ser no centro da visão ou na periferia da visão.
O descolamento de retina não causa dor e nem vermelhidão nos olhos.
 
Como ocorre o Descolamento da Retina?
 
Nos pacientes de risco ou mesmo em paciente sem qualquer fator de risco, a retina sofre um rasgo ou uma pequena rotura. Através dessa rotura, o vítreo (que é um líquido que preenche o nosso olho) passa para a parte de trás da retina, descolando-a. Esse é o tipo de descolamento da retina chamado regmatogênico. Em outros casos, como no diabetes, o mecanismo é diferente. O vítreo fica fibrosado e traciona a retina, descolando-a. Esse tipo chamamos de descolamento da retina tracional. Já no descolamento de retina Exsudativo há acúmulo de líquido sob a retina, proveniente de outra estrutura debaixo da retina, geralmente associado a alguma doença inflamatória ou tumor intraocular.

Tratamento do Descolamento de Retina
 
São 2 opções básicas para o tratamento do descolamento da retina : Laser ou cirurgia.
 
Laser para Descolamento de Retina
 
Quando o descolamento de retina ainda não ocorreu mas há lesões na retina que poderão causar o descolamento (como pequenos rasgos, degenerações ou roturas na retina) o laser é o tratamento ideal. O laser "cerca" a rotura ou, em outras palavras, impede que o líquido passe através dessa pequena rotura e descole a retina.
 
Vitrectomia e Descolamento de Retina
 
Mas quando a retina já se descolou o tratamento é cirúrgico. Existem dois tipos de cirurgia de retina:
A retinopexia com introflexão escleral, que é uma técnica mais simples e mais antiga, indicada para casos mais leves e mais iniciais do descolamento de retina.
A vitrectomia via pars plana é a principal cirurgia de retina. É uma cirurgia grande, trabalhosa, mas quando executada por um bom cirurgião e em determinadas doenças tem um resultado excelente. Durante a vitrectomia, o cirurgião pode optar por injetar um gás (C3F8) ou uma camada de óleo de silicone dentro do olho para manter a retina colada e evitar que ela se solte no pós operatório. O gás é absorvido com o tempo mas o óleo exige uma segunda cirurgia para retira-lo depois.
O mais importante é fazer a cirurgia o mais rápido possível. Quanto mais tempo a retina ficar descolada, menor será a chance da visão voltar ao normal.
 
O que é descolamento de retina em funil aberto e em funil fechado?
 
Isso é uma característica da retina após o descolamento. Dependendo da forma da retina descolada nós chamaremos de funil aberto ou funil fechado. O descolamento de retina em funil fechado tem um prognóstico muito reservado
 
Eu vejo pontos pretos flutuando na frente dos meus olhos (moscas volantes). Eu tenho descolamento de retina?
 
Não necessariamente. Esses pontos pretos (que algumas pessoas dizem parecer uma teia de aranha ou um inseto pequeno) são sinais de descolamento do vítreo que é muito mais comum que o de retina. Nesses casos pode haver ou não um descolamento de retina associado e por isso é importante um exame de mapeamento de retina e um ultrassom ocular. O descolamento do vítreo não causa qualquer problema na visão.
 
Eu vou fazer cirurgia de catarata ou cirurgia de miopia. Tenho que me preocupar com descolamento de retina?
 
Sim. Todo paciente que vai fazer uma cirurgia de catarata ou cirurgia refrativa para miopia deve se precaver com exames de retina (mapeamento de retina e ultrassonografia) para identificar possíveis alterações que levem a um descolamento de retina. Se for identificado alguma lesão (rotura ou buraco na retina) que leve ao descolamento de retina, as lesões deverão ser tratadas com laser antes da cirurgia de catarata ou de miopia.

Degeneração Macular Relacionada a Idade

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma doença ocular que acomete a mácula, região central da retina, responsável pela visão detalhada, central, e de cores. Em muitos casos, a DMRI avança tão lentamente que a pessoa percebe pouca ou nenhuma mudança em sua visão. Em outros, a doença progride rápido e pode levar a uma perda significativa da visão central em ambos os olhos. Há dois tipos de DMRI: o tipo "seco" (atrófica) e o tipo "úmido" (exsudativa).
 
1 - Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) do Tipo Seco ou Atrófica: responsável pela maioria dos casos (85-90%). É caracterizada pela formação de pequenos depósitos amarelados sob a mácula. Estes depósitos são chamados de "drusas" e podem fazer com que a mácula fique mais fina e completamente ressecada.

2 - Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) do Tipo Úmido ou Exsudativa: às vezes, a DMRI seca se transforma em úmida conforme novos vasos sangüíneos anormais são formados sob a mácula. Esses vasos sangüíneos incham, rompem e formam tecidos de cicatrização que permanentemente danificam a visão, tornando as cores e os raios de luz embaçados antes que possam atingir a mácula. Representa em torno de 10-15% dos casos de DMRI.

Fatores de risco:
  • Idade acima de 60 anos;
  • Dieta e nutrição deficiente em frutas e vegetais (vitaminas A, C e E, zinco e cobre);
  • Luz solar, radiação ultravioleta mais elevada;
  • Fumo;
  • Doença cardíaca;
  • Hereditariedade;
  • Raça Branca.
Sintomas da doença : A DMRI pode afetar um ou os dois olhos e pode produzir os seguintes sintomas:
  • Linhas retas parecem onduladas.
  • As cores são pálidas.
  • As letras ficam borradas.
  • Visão de flashes de luz ou pontos escuros.
  • Sensação de visão dupla. Na forma seca de DMRI, a perda de visão central é gradual, sua extensão está relacionada com a localização e quantidade de afinamento macular causado pelos depósitos amarelados. As pessoas com DMRI úmida têm uma perda de visão mais rápida (semanas ou meses) por causa do rompimento de vasos ou sangramento sob a mácula.
O que devo fazer se tiver DMRI?
 
Você deve checar a visão central de cada olho separadamente pelo menos uma vez por semana. Se ao fazer isso perceber alguma diferença procure seu oftalmologista rapidamente.
 
Tratamento:
 
Não há tratamento para a DMRI seca. O estudo AREDS (Age-Related Eye Disease Study, ou doenças oftalmológicas relacionadas à idade), realizado pelo "braço oftalmológico" do NIH, acompanhou um grupo de pacientes por uma década para avaliar os efeitos de antioxidantes e zinco na prevenção da DMRI e da catarata. Nos resultados, os pacientes com DMRI intermediária ou avançada que usaram vitaminas antioxidantes apresentaram progressão mais lenta da doença.
Já a DMRI úmida tem dois tipos de tratamento: o primeiro utiliza laser para cauterizar os vasos anormais que surgiram na retina, apesar de também prejudicar a retina saudável próxima à área afetada pela doença. O segundo tipo e mais novo é o uso de medicações que bloqueiam algumas moléculas responsáveis pela formação deses vasos como o VEGF (sigla em inglês para fator de crescimento de vasos endotelial). Os medicamentos utilizados atualmente são Bevacizumabe (AVASTIN) e Ranibizumabe (LUCENTIS).
 
Prognóstico:
 
A DMRI quase nunca causa cegueira total. Tipicamente a visão lateral e periférica permanece inalterada. Entretanto, o efeito da perda de visão central pode ser problemático na vida da pessoa, e pode restringir atividades como ler, dirigir e reconhecer fisionomias.
 
TESTE DMRI - Olhe fixamente no ponto central da figura a esquerda. Caso você perceba as linhas retas arredondadas, distorcidas ou borradas ( como na figura da deireita ), pode significar o início de um problema na mácula (região central da visão). Neste caso, também é necessário procurar seu oftalmologista.

Conjuntivite

O QUE É?


A conjuntivite é uma doença que se caracteriza pela inflamação da conjuntiva, causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. A conjuntiva é a membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra. A conjuntivite viral é altamente contagiosa, freqüente no verão, e apesar de não ser grave provoca muito incômodo e alguns cuidados devem ser tomados para que não se transforme em epidemia.
Geralmente compromete os dois olhos, não necessariamente ao mesmo tempo, sendo o contagio feito pelo contato direto com a pessoa doente ou objetos contaminados. Esta contaminação ocorre com maior facilidade em ambientes fechados como escolas, creches e ônibus.

SINTOMAS

Os principais sintomas da conjuntivite são:
Olho vermelho e lacrimejante;
Inchaço nas pálpebras;
Intolerância à luz;
Visão borrada.
A secreção da conjuntivite viral é mais esbranquiçada, em pequena quantidade e demorando aproximadamente 15 a 20 dias para desaparecer com tratamento adequado. A secreção da conjuntivite bacteriana é mais amarelada e abundante. Demorar de 5 a 7 dias para desaparecer com tratamento adequado.

TRATAMENTO

Não existe tratamento específico para conjuntivite viral. Para diminuir os sintomas e o desconforto pode-se utilizar soro fisiológico gelado e compressas sobre as pálpebras, limpar os olhos com frequência, ou ainda, usar colírios lubrificantes e lágrimas artificiais.
Algumas medidas podem ser tomadas para se evitar a propagação da conjuntivite viral:
  • Lave suas mãos com frequência.
  • Não coloque as mãos nos olhos para evitar a recontaminação.
  • Evite coçar os olhos para diminuir a irritação da área.
  • Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas.
  • Ao usar, não encoste o frasco do colírios ou da pomada no olho.
  • Evite a exposição à agentes irritantes (fumaça) e/ou alégenos (pólen) que podem causar a conjuntivite.
  • Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite.
  • Não use lentes de contato se estiver usando colírios ou pomadas.
  • Não compartilhar lençóis, toalhas, travesseiros e outros objetos de uso pessoal de quem está com conjuntivite;
  • Evitar piscinas
É importante que haja o acompanhamento do oftalmologista para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. A conjuntivite bacteriana deve além desses cuidados, usar colírios e antibióticos prescritos somente pelo oftalmologista.

PREVENÇÃO

É difícil prevenir-se das conjuntivites, mas algumas medidas podem diminuir o risco de você adquirir uma conjuntivite, que são:
  • Não use maquiagem de outras pessoas (e nem empreste as suas).
  • Evite compartilhar toalhas de rosto.
  • Lave as mãos com frequência e não coloque-as nos olhos.
  • Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos.
  • Não use medicamentos (pomadas, colírios) sem prescrição (ou que foram indicados para outra pessoa).
  • Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos.

Catarata

Quais são os Sintomas?

Os sintomas costumam aparecer depois dos cinqüenta anos. Inicialmente percebem-se flutuações da visão. Em alguns momentos - como dirigir sob muito sol - há grande dificuldade em se enxergar. A diminuição do contraste, alterações das cores e embaçamento da visão se seguem com maior ou menor intensidade.
Se você comparar seu olho a uma câmara fotográfica o cristalino é a lente que modifica o foco para dar nitidez a objetos em várias distância. A catarata é o envelhecimento natural do cristalino que se torna opaco. Como o aparecimento dos cabelos branco, a catarata irá se manifestar em diferentes idades em cada indivíduo ou família. Mesmo recém nascidos podem ter catarata, por outro lado pessoas de idade avançada podem manter sua plena visão.
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Os principais sintomas são:
  • Mudança na percepção das cores
  • Dificuldade para enxergar em ambientes muito iluminados
  • Mudança do grau dos óculos
  • Visão de arco-íris ou pontos flutuantes no campo visual
Uma curiosidade:

Um dos sintomas da catarata é o que chamamos de miopia de índice, ou seja o cristalino aumenta seu volume e as pessoas míopes ficam mais míopes ou hipermétrope tem seu grau diminuído. O míope vê bem de perto sem óculos. Quando vemos nossas avós enfiando a linha na agulha sem óculos esse pode ser sinal de que a vovó está desenvolvendo catarata !

Causas de catarata:

A catarata pode ser resultante de problemas genéticos, metabólicos, nutricionais e agressões ambientais como a exposição excessiva à luz solar. Pode ser secundária a outras doenças oculares e sistêmicas, porém o fator de risco mais relevante é a idade.

Tipos de catarata:

Senil: É o tipo de catarata mais comum, seu surgimento está relacionado ao avanço da idade. Aproximadamente aos 60 anos, a probabilidade de desenvolver a doença aumenta significativamente.

Congênita: É aquela que se manifesta na infância, podendo surgir do nascimento até os 10 anos de idade.

Traumática: Relacionada a lesões oculares (sejam elas perfurantes ou não).

Secundária:

Aparece em decorrência de outras doenças sistêmicas (por exemplo, a diabetes) e oculares (por exemplo, uveíte), e ao uso de alguns medicamentos, sejam eles usados em forma de colírios ou via oral. Destacam-se aqui os corticóides, que sabidamente podem induzir o surgimento de catarata e também aumentar a pressão intra-ocular.

Catarata na infância

A criança está sujeita basicamente à ocorrência de dois tipos de catarata distintos: o primeiro é a catarata congênita, ou seja, aquela que se manifesta ao nascimento do bebê. Seu principal sintoma é a pupila (comumente chamada de menina dos olhos) branca. O tratamento deste tipo de catarata deve ser imediato, de acordo com a gravidade do caso. Assim sendo, é importante um exame oftalmológico sumário de todos os recém-nascidos.
As cataratas congênitas podem ocorrer isoladamente ou associadas a outras alterações dos recém-nascidos. Alguns dos problemas mais comumente associados são a surdez e o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. É importante observar o comportamento e o crescimento das crianças para detectar tais problemas o mais precocemente possível.
O segundo tipo de catarata comum nas crianças é aquela provocada por traumas perfurantes produzidos por tesouras, lápis, canetas e outros objetos pontiagudos. Daí a importância de se selecionar atentamente os brinquedos das crianças, mantendo constante vigilância às suas atividades.
Muitos colírios prometem a regressão ou estabilização da catarata. Já se tentou homeopatia, vitaminas, filtros solares e anti-oxidantes. Nenhum deles mostrou comprovada eficácia. O tratamento é cirúrgico. Consiste na substituição do cristalino por uma lente intra-ocular definitiva. Costuma ser uma cirurgia rápida e de breve recuperação. A grande maioria das pessoas obtém bons resultados.

Quando operar?

A simples presença da catarata nem sempre é suficiente para indicar sua remoção. Deve-se levar em conta a acuidade visual do olho a ser operado, o estado de saúde geral do paciente e principalmente as possíveis alterações oculares coexistentes que podem interferir no resultado cirúrgico. Tais problemas também podem dificultar ou até contra-indicar a execução da cirurgia. O médico especialista é a pessoa mais bem preparada para indicar a hora certa da operação.

Pré-operatório:

O exame oftalmológico completo é o pré-requisito básico para se diagnosticar a catarata e antever os possíveis problemas. Em seguida, avaliando-se individualmente cada paciente, podem ser necessários alguns exames complementares que ajudariam a reduzir os riscos durante o ato cirúrgico. O paciente, principalmente aquele com idade mais avançada, deve se submeter a um check-up de saúde geral chamado comumente de risco cirúrgico. Ele pode ser feito por um médico clínico ou cardiologista que conheça bem o organismo do paciente a ser operado. Em situações especiais, pode ser necessária uma avaliação complementar por um médico endocrinologista, um neurologista, ou outros especialistas.

No pré-operatório os pacientes devem manter os medicamentos de uso contínuo, sempre comunicando o fato ao oftalmologista e/ou anestesista. Alguns colírios devem ser utilizados antes da cirurgia e é importante seguir corretamente a prescrição pós-operatória indicada pelo cirurgião. Com relação à alimentação, aconselha-se jejum de alimentos sólidos por pelo menos quatro horas antes da cirurgia, mas esta conduta pode variar de caso a caso.

Pós-operatório:

No período que se segue à cirurgia, alguns cuidados devem ser tomados pelo paciente operado a fim de garantir uma recuperação adequada. Não coçar o olho operado, protegendo-o sempre que necessário, evitar o contato direto com água e minimizar a exposição à ambientes poluídos, poeiras e vapores. É necessário reduzir temporariamente a atividade física e a execução de tarefas domésticas. Deve-se ainda ter cuidado com o caminhar, estando atento para pisos irregulares, tapetes e quaisquer outros obstáculos. Seguindo estas observações, assegura-se uma recuperação adequada da cirurgia.

Cuidados especiais:

Pacientes muito ansiosos e tensos podem necessitar de leve sedação, o que facilita o procedimento.
Todos os medicamentos tomados pelo paciente devem ser informados previamente à equipe cirúrgica. Alguns médicos sugerem a suspensão do uso de anticoagulantes, tais como a Aspirina, AAS e Melhoral Infantil até 10 dias antes da cirurgia, mas esta conduta não é consenso geral. Pacientes portadores de diabetes devem ter monitoração de seus níveis glicêmicos (glicose), pois estes interferem significativamente no metabolismo, podendo prejudicar a cicatrização.
Outros casos especiais devem ser considerados, analisando-se cada situação detalhadamente com o auxílio do médico especialista em questão. Um exemplo é a catarata infantil ou congênita onde o preparo, a anestesia e a cirurgia em si, bem como o uso ou não da lente intra-ocular, serão abordados de acordo com a idade, acuidade visual, tipo de catarata, presença de outra alteração concomitante e estado geral da criança portadora da catarata.

Lente Intra- Ocular

Para recompor o sistema óptico natural temos que substituir o cristalino natural por uma lente intra-ocular (LIO - cristalino artificial).
As lentes intra-oculares surgiram da observação de Harold Ridley - oftalmologista da força aérea inglesa - durante a 2a guerra mundial. Ele observou fragmentos das cabines dos aviões de caça - feitas de acrílico transparente - nos olhos de pilotos feridos em combate. Esses fragmentos permaneciam inertes dentro do olho. Teve então a idéia de usar o mesmo acrílico, o polimetilmetacrilato, para confeccionar lentes intra-oculares. As primeiras lentes eram muito pesadas e não conseguiam se manter na posição. Foram precisos 50 anos de pesquisas para chegarmos às modernas lentes utilizadas hoje em dia.
A Lente Intra Ocular (LIO) é uma lente definitiva. O paciente e as pessoas a sua volta não percebem a presença da LIO. Mesmo com a LIO costumam ser necessários óculos para se obter a melhor visão possível (em especial para perto).

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Cada técnica cirúrgica exige um modelo especial de lente intra-ocular. A faco-emulsificação exige lentes dobráveis, que possam ser injetadas dentro do olho pela pequena incisão. Cada cirurgião de catarata tem as suas preferências - são lentes com as quais têm maior experiência e segurança de bons resultados. Na ausência do suporte capsular usamos lentes especiais de câmara anterior, ou as chamadas lentes de fixação escleral.

Lentes de Contato


      LENTES DE CONTATO

 

O que são?

 

As lentes de contato são utilizadas para a correção de diversos problemas óticos. Além dos benefícios estéticos, oferecem maior conforto e são uma opção interessante para quem não pode ser operado. Em alguns casos específicos, o uso de lentes de contato apresenta resultados mais eficientes do que o uso de óculos.

No mercado existem inúmeras opções como:
lentes de contato gelatinosas esféricas para uso diário, descartáveis, tóricas, multifocais, filtrantes, terapêuticas, coloridas, lentes de contato rígidas de todos os materiais, siliconadas, fluorcaronadas, híbridas, flexíveis etc. Por isso a escolha deve ser orientada por um oftalmologista.

Através de uma minuciosa avaliação do estilo de vida e da fisiologia do olho do paciente é possível descobrir a
lente de contato mais indicada para cada problema.

DICAS IMPORTANTES

·         Toda lente de contato movimenta-se no olho a cada piscar, podendo em alguns casos deslocar-se. Caso isso se repita muito ou se a lente sair do olho com freqüência, avise seu médico.

·         Receita de óculos não é receita de lentes de contato. As características da sua lente são obtidas após um teste.

·         Todo usuário de lentes deve ter um óculos, mesmo que não esteja atualizado, para ser usados em situações inesperadas (perda de lente, conjuntivites, irritações) e também para uso em casa quando não estiver com lentes.

·         Dormir com lentes de contato aumenta o risco de complicações, tais como ulcera de córnia.

·         Nem todas as lentes chamadas de uso prolongado são adequadas para uso durante o sono.

·         O uso de óculos escuros sobre as lentes de contato não é obrigatório, mas pode trazer mais conforto durante o uso em ambientes muito claros. Devido ao alto risco de contaminação, deve-se evitar o uso de lentes em saunas.

·         O uso de lentes em aviões deve ser evitado em função do ressecamento causado pelo ar condicionado e pela baixa umidade.

COMO CUIDAR DAS SUAS LENTES DE CONTATO

1.      Mantenha sempre o protetor do ralo na pia ao manipular as lentes.

2.      Mantenha suas mãos e unhas sempre limpas.

3.      Para prevenir confusões, sempre manuseie primeiro a lente direita, evitando assim a troca de lentes.

4.      Limpe semanalmente o estojo de conservação com água e sabão. Recomenda-se que o mesmo seja trocado a cada 6 meses.

5.      Para o enxágüe das lentes deve-se usar soluções apropriadas, podendo também ser usado soro fisiológico 0,09%. Não esqueça que o frasco do soro aberto que não estiver sendo usado deve ser sempre conservado em geladeira e descartado em no máximo sete dias.

6.      Não utilize água de torneira para a limpeza das lentes.


LIMPEZA DIÁRIA DAS LENTES

As lentes devem ser limpas todos os dias após o uso. Aplique duas gotas da solução limpadora indicada sobre a lente, friccione suavemente contra a palma da mão por alguns segundos e então enxágüe como o soro fisiológico.

DESINFECÇÃO DIÁRIA DAS LENTES

Deve ser feita para impedir que as lentes se contaminem. Para isso, após limpar suas lentes, coloque-as no estojo imersas na solução indicada todas as noites.

Recomenda-se enxaguar as lentes com a mesma solução antes do uso. O produto deve ser trocado no estojo TODOS OS DIAS

DESPROTEINIZAÇÃO

É a remoção dos depósitos de proteínas que se acumulam na superfície das lentes deve ser feita periodicamente, independente da limpeza. Coloca-se um comprimido em cada frasco, que deve ser preenchido com a solução até a marca. Deixar as lentes por uma noite a cada quinze dias. Caso o produto seja na forma líquida, coloque uma gota em cada lado do estojo preenchido com a solução todas as noites.

LUBRIFICAÇÃO

Existem colírios apropriados para usar com lentes de contato.

SOLUÇÕES MULTIUSO PARA LENTES GELATINOSAS E DURAS

Contém substâncias químicas que servem para desinfecção, limpeza e desproteinização ou seja, com um só produto é possível cuidar adequadamente das lentes gelatinosas e duras.

PERÍDO DE ADAPTAÇÃO

Iniciar o uso com duas horas de manhã e duas horas a tarde, fazendo o intervalo de duas horas. Aumentar uma hora de uso por período, desde que tenha sido conforto no dia anterior. Enquanto persistir a intolerância, não aumente o número de horas.

CASO ALGUM DOS SINTOMAS OU SINAIS DESCRITOS ABAIXO APAREÇA, SUSPENDA O USO E COMUNIQUE-SE IMEDIATAMENTE COM SEU MÉDICO:

Dor persistente, que não melhora com a retirada das lentes; Dor que melhora com a retirada das lentes; Vermelhidão; Turvação da vista; Secreção ocular (ramela).

DÚVIDAS

Quando usar lentes de contato?

São usadas para fins estéticos, substituindo os óculos em casos de miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. As lentes gelatinosas coloridas podem modificar a cor de seus olhos. Estas lentes são indicadas também para pessoas que têm cicatriz aparente na córnea, em caso de ausência ou perda de íris (cor dos olhos) e para albinos. Várias doenças corneanas só podem ser curadas ou controladas com uso de lentes de contato. As lentes de contato proporcionam melhor visão do que os óculos em pessoas portadoras de ceratocone, anisometropia, astigmatismo irregular e em outros casos específicos.

A partir de que idade pode-se usar lentes de contato?

Não há idade mínima para o início do uso de lentes de contato, está a critério médico. O que deve haver é a consciência do usuário e de seu responsável de seguir as orientações do especialista para evitar problema aos olhos. Muitos jovens preferem a aparência natural das lentes de contato, o que os faz sentirem-se mais seguros de si no trato social. Eles apresentam um melhor desempenho nos esportes, pois as lentes de contato proporcionam melhor visão periférica do que os óculos.

As lentes de Contato Podem Prejudicar os Olhos?

Devido ao contato com os olhos, as lentes necessitam de um acompanhamento do oftalmologista. Embora sejam seguras em pacientes bem adaptados e bem orientados, algumas alterações oculares podem ocorrer sendo as infecções as mais temidas. Se você estiver bem orientado, a chance de complicação é pequena.

É possível usar maquilagem e cremes com lentes de contato?

Sim. No entanto, alguns tipos de maquilagem devem ser evitados, como sombras em pó, rímel à prova d'água e passar lápis na borda interna das pálpebras.Ao aplicar creme nas pálpebras, evite-se sujar os cílios e, de preferência, depois de 20 minutos, tirar o excesso com lenço de papel. O creme pode penetrar nos olhos durante a noite, sujando o filme lacrimal e provocando turvação de visão, além de ardência.

As lentes podem escorregar para trás do globo ocular?

A anatomia do olho não permite que a lente se desloque para trás dele, mas ela pode permanecer escondida sob a pálpebras. Se o usuário não consegue removê-la, deve procurar o especialista.

É possível praticar natação, usando lentes de contato?

É possível, mas recomenda-se o uso de óculos de proteção, porque o cloro amarela a lente e, principalmente, por causa Do risco de contaminação em piscinas públicas. Quando a lente for molhada com água poluída, deve ser retirada para limpeza e desinfecção o mais rápido possível.

Algumas lentes são melhores que outras?

Todas apresentam vantagens. Decida, com seu oftalmologista, qual o tipo que melhor se adaptará ao seu caso.

 

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